segunda-feira, 18 de março de 2013
FESTA DE EMANCIPAÇÃO POLÍTICA DE MOITA BONITA
FESTA DE EMANCIPAÇÃO POLÍTICA DE MOITA BONITA
Foi-se o tempo em que o município de Moita Bonita era habitado por apenas quatro famílias. Passados 50 anos de sua emancipação política de Itabaiana, a cidade situada no Agreste sergipano comemora a data com uma economia crescente, bons índices de desenvolvimento e uma população superior a 11 mil habitantes. Na noite deste sábado, 16, o vice-governador Jackson Barreto acompanhou a festa de emancipação ao lado do prefeito Marcos Costa e destacou os investimentos municipais na qualidade de vida da população.
“Estamos representando o governador Marcelo Déda na festa de emancipação política de Moita Bonita, que completa 50 anos com um crescimento político, social e econômico que é um exemplo para toda a região. Aqui, quem trabalha na agricultura faz o município crescer, faz o dinheiro circular junto com o comércio e os caminhoneiros. Esse crescimento de Moita Bonita tem a participação da população e de suas lideranças políticas. Há aqui uma preocupação com a melhoria da qualidade de vida de seu povo, encontramos quase todos os serviços públicos, com ginásios de esportes, praças, serviço de saúde. A cidade está de parabéns”, declarou o vice-governador.
“Hoje é uma data importante porque reafirmamos nossa emancipação política e nosso crescimento social e econômico. Preparamos essa festa para nossa cidade e a expectativa é sempre a melhor, é trazer alegria para nossa gente”, afirmou o prefeito do município, Marcos Costa.
Leia mais em: http://www.agencia.se.gov.br/noticias/leitura/materia:32466/jackson_participa_da_festa_de_emancipacao_politica_de_moita_bonita.html
Coluna do Jornalista Eugênio Nascimento, no Jornal da Cidade deste domingo, dia 17 de março de 2013
Jackson diz que governo Déda está investindo
mais de R$ 730 milhões em 154 obras na capital
Parabenizando Aracaju pelos seus
158 anos, que serão completados no próximo domingo, o vice-governador Jackson
Barreto (PMDB) disse que tem um carinho especial pela cidade e que está muito
feliz com os investimentos que o governo de Marcelo Déda (PT) vem realizando na
capital. De acordo com ele, um levantamento feito pelo governo apontou que de
2007 a 2013 foram investidos R$ 733 milhões em 154 obras na capital Sergipana.
“O governador Marcelo Déda mostra
que tem um carinho especial pela capital dos sergipanos e vem realizando uma
série de investimentos em infraestrutura, para melhorar a qualidade de vida dos
cidadãos. Algumas destas obras ainda estão sendo concluídas, mas todas são
muito importantes: foram aplicados quase R$ 30 milhões na reforma de 27 escolas
estaduais, quase R$ 300 milhões em abastecimento de água e esgotamento
sanitário na capital, R$ 105 milhões em habitação e diversos outros setores, o
que mostra o compromisso deste governo com Aracaju”, disse Jackson.
Investimentos
Só em abastecimento de água, lembra
Jackson, o governo está investindo mais de R$ 220 milhões, além de outros R$ 75
milhões em esgotamento sanitário. Esses valores estão sendo aplicados na
Adutora do São Francisco, na construção da Barragem do Rio Poxim e suas novas
adutoras. Ele também destaca a construção da Ponte Joel Silveira, que liga o
Mosqueiro a Caueira, um investimento de R$ 70 milhões, e o viaduto do Detran,
uma obra orçada em R$ 21 milhões, que está em andamento e deverá melhorar o
trânsito em duas importantes avenidas.
O vice-governador destacou ainda
os investimentos que beneficiam o povo de forma mais direta, como a reforma do
HUSE e sue pronto-socorro, orçada em R$ 35 milhões e a construção de quase mil unidades
habitacionais pelo Governo do Estado e Prefeitura, no Bairro Novo e Santa
Maria. “A Saúde ainda tem problemas, mas é bom frisar que o HUSE praticamente
dobrou de tamanho. E as casas, construídas em conjunto com a Prefeitura na
gestão passada no Santa Maria e Bairro Novo já estão com cerca de 70% das obras
concluídas. Outras 580 casas serão construídas na antiga invasão da avenida
Euclides Figueiredo, que será toda reformada, uma obra que vai custar mais de
R$ 2 milhões”, explicou o vice-governador.
Recorde
Jackson falou também das obras de
esgotamento sanitário, drenagem e urbanização no bairro Coqueiral, obras já
concluídas e feitas em parceria com a Prefeitura. “É o tipo de obra que está
debaixo do chão e as pessos não vem. Nenhum governo fez nessa área o que Déda
fez,é um valor extraordinário. Essa foi uma ação muito importante por conta do
seu alcance social”, falou JB. Ele frisou também a reforma de praças, como a
Olímpio Campos, obra que custou R$ 5 milhões, e a entrega do Parque dos
Cajueiros, onde foram aplicados mais de R$ 8 milhões, do Teatro Atheneu e do
Atheneuzinho, onde está sediado hoje o museu de Sergipe, uma obra que custou R$
22 milhões.
“Na área da Segurança Pública, foi
construído o Ciosp, um investimento de R$ 7 milhões, além da compra de
armamentos e equipamentos para a polícia. O Ceac foi instalado na rodoviária
nova; o governo contribuiu com o processo de recuperação e reforma da nossa
Catedral, com a colaboração do Banese; a duplicação da avenida Santa Gleide,
orçada em R$ 3 milhões, e toda obra em R$ 13 milhões. Com obras já iniciadas,
que criará uma nova entrada para Aracaju, pela BR 235, enfim, são muitas obras
que não é possível citar de uma vez. Mas quem olha para a cidade vê isso tudo e
percebe o estado atuando na nossa capital”, falou Jackson.
PAC 2
Além de todos os investimentos
que o Governo do Estado e a Prefeitura vem realizando na capital, muitos em
parceria com o Governo Federal, Jackson destacou que na semana passada a
presidenta Dilma Roussef (PT) anunciou investimentos de R$ 215 milhões para
serem aplicados em mobilidade urbana e saneamento básico – sendo que outros R$
135 milhões também já tinham sido anunciados por Dilma.
“Serão construídos corredores de
transporte para melhorar nosso trânsito, e os bairros Bugio, Santos Dumont e
Santa Lúcia receberão esgotos. Esse foi um grande presente, antecipado, que a
presidente Dilma Roussef deu à Aracaju, em seu aniversário. A parceria dela com
o governo do Estado tem mostrados resultados muito bons para Sergipe e em
especial para Aracaju”, falou Jackson.
sexta-feira, 8 de março de 2013
HUGO CHAVEZ
A
América Latina perdeu um grande líder. Morreu Hugo Chavez, este grade líder do
povo venezuelano, que mudou a história do seu país. Digam o que quiser de Hugo
Chavez, tenho visão suficiente para compreender seu papel na defesa da
independência econômica do nosso continente e no seu compromisso de usar o poder
para diminuir as desigualdades sociais na Venezuela.
Naquele
país o petróleo era usado para alimentar uma burguesia corrupta de liberais e
conservadores, durante mais de um século. Esse bem do povo passou a ser usado
para diminuir as desigualdades sociais. Foram mais de 20 milhões de
venezuelanos que saíram da extrema pobreza.
Bendito
seja o governo que usa as riquezas do seu país para melhorar a vida dos mais
pobres. Vá em paz Hugo Chavez, os pobres do nosso continente compreendem o seu
papel na história da América Latina.
Homenagem às mulheres
Hoje
é um dia especial para o mundo, o dia internacional da mulher. Quero aqui
prestar a minha homenagem às mulheres sergipanas, às trabalhadoras, às
lutadoras, às mulheres do povo, aquelas que ocupam cargos na área privada e na
área pública, ma magistratura, na medicina, na Educação e em todos os setores.
Tenho
certeza de que as mulheres conquistaram seus direitos pelas lutas que travaram
pelo reconhecimento dos seus direitos. Hoje elas chegaram a cargos de
importância na sociedade pela história e pela competência de cada uma.
As
mulheres transformaram o mundo, transformaram o Brasil. Nada mais emblemático
para nós do que o papel da virgem Maria, que trouxe ao mundo o nosso salvador.
Nas
pessoas de Fernanda Montenegro, Núbia Marques, de Olga Benário, de Dilma
Roussef, de Joana d’Arc , de Mara Quitéria, de Cora Coralina, de Evita Perón,
de Leila Diniz, Idira Ghandi, Anita Leocádia, de Rosa de Luxemburgo, Maria da
Penha, Christina Crishner e de minha saudosa mãe Neuzice Barreto, homenageio às
mulheres sergipanas, neste dia que tem um simbolismo forte, lembrando a morte
de 130 tecelãs que faleceram carbonizadas numa fábrica lutando pelos seus
direitos.
Parabéns
a todas as mulheres !
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
A ditadura militar e as tentativas de afastar Jackson Barreto da vida pública
Jorge Carvalho [*]
Na década de 70 do século XX, por mais de uma vez, a ditadura militar, através
dos seus operadores civis e uniformizados em Sergipe, e dos seus dirigentes
nacionais, buscou mecanismos que possibilitassem o afastamento do então jovem
líder Jackson Barreto do exercício do mandato parlamentar. Certamente, um dos
momentos de maior tensão resultou das consequências da Operação Cajueiro,
desencadeada em fevereiro de 1976, indiciando Jackson como incurso no Artigo 43
da temida Lei de Segurança Nacional.
É importante que se registre não ter sido aquela a primeira forte ameaça feita
à carreira política de Jackson Barreto. Sob o Governo Médici, durante a
campanha eleitoral de 1970, a repressão policial levou à prisão alguns
militantes do Partido Comunista na clandestinidade, filiados ao MDB, como
Jackson, João Teles de Menezes e Artemísio Cardoso Rezende.
A perseguição teve início depois que - numa reunião na residência do advogado
Wellington Paixão, com algumas lideranças ligadas ao Governo - os comunistas
informaram que não votariam no empresário Augusto Franco para o Senado. Eram
duas as cadeiras em disputa e alguns setores defendiam que os militantes da
oposição deveriam votar não apenas em Oviêdo Teixeira, candidato do MDB, mas
também em Augusto Franco, candidato da Arena, para derrotar o ex-governador
Lourival Baptista.
As prisões ocorreram quando faltavam apenas duas semanas para o pleito. Eles
ficaram no prédio da Polícia Federal, na Rua Capela e, posteriormente, foram
transferidos para o Quartel da Polícia Militar, na Itabaiana. José Carlos
Teixeira, líder do partido da oposição e candidato a deputado federal, foi
então ao 28° BC e protestou diante do comandante, coronel João Neiva de Melo
Távora. Ameaçou retirar o partido da competição eleitoral e cerca de três dias
depois os presos foram liberados.
No exercício do seu mandato de vereador, entre 1972 e 1974, Jackson Barreto
enfrentou perseguições políticas e respondeu inquérito no Exército, sob a
acusação de práticas subversivas, sentindo necessidade de enfrentar os
porta-vozes da ditadura. O clima ficou muito tenso na Câmara de Aracaju a
partir de 1973, pela atuação de Jackson e do seu companheiro emedebista Jonas
Amaral, ambos ligados ao PCB e eleitos no final do ano de 1972.
A atuação parlamentar deles incomodava não apenas a elite política local ligada
à Arena, mas, principalmente, os comandantes militares que atuavam em Sergipe.
Jonas era já conhecido pela sua ação como vereador, desde 1971. Jackson, um
quadro novo, que chamava a atenção de todos os grupos da política de Sergipe,
mas atraía principalmente os olhares dos comandantes militares da ditadura.
Assim, não havia qualquer estranhamento no fato de os líderes da ditadura, em
Sergipe, tentarem impedir, em 1978, o deputado estadual Jackson Barreto de
disputar a cadeira de deputado federal, uma vez que estava submetido a processo
na Auditoria da Sexta Região Militar, como consequência da Operação Cajueiro,
que ocorrera em Aracaju, em fevereiro de 1976. O julgamento aconteceu no dia 16
de agosto de 1978, no Forte São Joaquim, em Salvador. No dia 15, o MDB divulgou
a nota oficial "Contra as torturas e em solidariedade aos que vão a
julgamento amanhã". A nota pedia liberdade para os 19 sergipanos acusados
em tal processo. Outra vez, a repressão e o terrorismo de Estado ameaçavam uma
candidatura de Jackson.
A acusação estava sob a responsabilidade do procurador militar Kleber Coelho,
enquanto os advogados Jaime Guimarães, Luiz Humberto Agle, Ronilda Noblat e
Laete Fraga eram responsáveis pela defesa. O procurador militar pedia o
enquadramento em penas que variavam entre dois e cinco anos de prisão, como
inclusos no Artigo 43 da Lei de Segurança Nacional. Além de Jackson Barreto,
figuravam no processo os nomes de Clarivaldo Lima, João Francisco Ocea, Edson
Sales, Edgar Odilon Francisco dos Santos, Antonio Bitencourt, Virgílio de
Oliveira, Asclepíades José dos Santos, José Soares dos Santos, Luiz Mário dos
Santos, Pedro Hilário dos Santos, Marcélio Bonfim, Jackson Sá Figueiredo,
Milton Coelho Carvalho, Delmo Naziazeno, Faustino Alves de Menezes, Antonio
José Góes, Rosalvo Alexandre Lima e Francisco José dos Santos.
Os 19 acusados divulgaram também um comunicado oficial: "Nós, os
denunciados no processo a ser julgado no dia 16 de agosto na 6ª Circunscrição
da Justiça Militar de Salvador, Bahia, vimos a público comunicar os fatos
relacionados com esta ocorrência, para não deixar dúvida a respeito do nosso
comportamento: 1) - Em fins de fevereiro de 1976, fomos sequestrados e mantidos
em cárcere clandestino durante vários dias encapuzados, com cintas nos olhos,
algemados, não tendo o comandante da unidade militar para onde fomos
transferidos se responsabilizado por nossa prisão naqueles dias. 2) - Durante
este mesmo período, fomos torturados exaustivamente, resultando na perda da
visão de um dos detidos (Milton Coelho Carvalho) e deformações nos demais, a
fim de declararmos e assinarmos depoimentos que não condiziam com a realidade
dos fatos. 3) - Até o momento, nosso comportamento tem sido de expectativa,
sem, no entanto, termos nos furtado a cumprir com nossas responsabilidades no
trabalho e para com nossas famílias. 4) - Concluindo, reafirmamos nossa
confiança na Justiça Militar, uma vez que a mesma negou o pedido de prisão
preventiva por unanimidade, contra denunciados deste processo, numa
demonstração de coerência e de respeito à Justiça e aos Direitos Humanos".
Todos foram absolvidos e Jackson Barreto conquistou o mandato de deputado
federal, obtendo uma consagradora votação nas urnas.
[*] É doutor em Educação, professor da Universidade Federal de Sergipe e
jornalista.
Jackson Barreto e a Operação Cajueiro
Carlos Cauê
Hoje
a Operação Cajueiro completa 37 anos. Não é motivo de
celebração. É motivo, em vez disso, da mais completa execração possível. A última grande
investida da ditadura militar instaurada em 1964 prendeu, torturou e processou
algumas das mais importantes lideranças de esquerda sergipana, manchando para sempre a política e se
tornando uma página obscura na nossa história.
A
Operação
Cajueiro entrou com destaque para a história por três grandes razões. A primeira foi a violência com que foi conduzida, impressionante até mesmo para
os padrões já altos da ditadura. Lideranças importantes como Jackson de Sá Figueiredo,
Marcélio
Bonfim, Rosalvo Alexandre, Milton Coelho e Wellington Mangueira foram presas e
torturadas. Milton Coelho, por exemplo, ficaria cego em decorrência das
agressões.
A
segunda é a sua extemporaneidade. Àquela altura, início de 1976, a maior parte dos movimentos de resistência tinha
sido aniquilada pela ditadura militar. A abertura anunciada por Ernesto Geisel
já
começava
a se mostrar, timidamente. O milagre brasileiro chegava ao fim, vitimado pela
crise do petróleo, e a ditadura se via prestes a entrar em uma luta
interna ferrenha pela sucessão de Geisel, que culminaria na demissão de Sylvio
Frota e na indicação de João Figueiredo para presidente.
A
última
questão
é
simples: por que Sergipe? Justamente o menor Estado do país como palco
de um dos mais violentos episódios da ditadura? Uma operação desse tipo faria mais sentido, pela lógica sórdida de um
estado de exceção, em metrópoles como São Paulo ou Rio de Janeiro; a razão pela qual
escolheram Sergipe, na época, era aparentemente inusitada.
Há reflexões que podem
ser apontadas. Em grande parte do país, o crescimento da oposição, representada pelo brilhante desempenho eleitoral do MDB,
em 1974, deixou os militares em polvorosa. Aqui, além de o fenômeno ter se
repetido com notoriedade — o MDB elegeu vários deputados e até mesmo um senador, Gilvan Rocha — a esquerda e o antigo PCB sempre foram muito
bem organizados. Isso preocupava cada vez mais os militares, mas especialmente
os donos dos poder local, que assistiam ao avanço de um movimento de renovação que eles pensavam haver extinguido em 64, com o golpe.
Não foi à toa que a
malfadada Operação, que a tantos vitimou, parecia a todo o momento ter um
alvo dileto: a liderança nascente de um jovem deputado estadual, Jackson Barreto,
que da tribuna da Assembleia Legislativa fortalecia-se como uma das principais
e mais ativas vozes na resistência à ditadura e na luta pela redemocratização do Brasil.
Por
ser deputado e ter grande visibilidade, Jackson não chegou a ser preso na Operação Cajueiro. Mas o nível de perseguição que se seguiu foi significativo. Os militares sabiam que
Jackson era um político bem relacionado com toda a esquerda e o movimento
popular nacional. Arrancado da Assembleia, processado pela ditadura, Jackson
foi acusado de, com seu salário de deputado, sustentar financeiramente o movimento de
esquerda em Aracaju. O que se seguiu foram inúmeras sessões de interrogatórios e acareações.
Essa
perseguição tinha um objetivo óbvio: tirá-lo da vida pública e impedi-lo de se candidatar a deputado federal em
1978. Defendido por Josaphat Marinho, advogado e senador baiano que se
notabilizou na defesa de vítimas da ditadura, Jackson foi absolvido no processo que o
regime militar moveu contra ele. Mesmo assim, o procurador militar recorreu:
decididamente, não interessava à ditadura e às forças conservadoras locais ver Jackson Barreto livre.
Esse
medo não era infundado: Jackson foi eleito deputado federal em
1978 como o mais votado em Aracaju e despontou a partir dali como a maior
liderança popular da época.
Talvez
seja por isso que recentemente, em visita a Sergipe, a presidenta Dilma
Rousseff, ela também perseguida pelo regime militar, não tenha
poupado menções e elogios a ele.
Dilma
se referia ao Jackson Barreto de hoje, mas, sobretudo, àquele
companheiro que, como ela, entrou na mira de uma das mais violentas ditaduras
que o Brasil já conheceu ao lutar pela liberdade e pela democracia; ao
companheiro que, como ela, teve a coragem e a garra necessárias para
combater a injustiça e a ilegalidade.
Dilma
Rousseff falava do político destemido, que não teve medo de enfrentar uma ditadura criminosa e violenta.
Em Jackson, Dilma viu a sua imagem refletida no espelho; lembranças de um
tempo em que as pessoas precisavam ter a ousadia de se levantar contra a opressão. Jackson
Barreto, assim como Dilma Rousseff, foi uma delas.
Por
isso mesmo, é difícil, hoje, pensar na democracia em Sergipe e no Brasil sem
levar em consideração a figura deste homem, cuja combatividade deu uma
significativa contribuição para a sua construção. Não apenas como parlamentar, ou no combate à ditadura.
Mas, principalmente, na concretização dos ideais de justiça e igualdade de toda uma geração.
quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
Ao deputado Zé Franco
Amanha é a diplomação do meu amigo Prefeito Fábio Henrique e do
Vice-prefeito Dr. Job. Um abraço ao prefeito, ao vice e a todos os vereadores,
vereadoras e suplentes que serão diplomados. Meu abraço ao amigo Fábio
Henrique. Não estarei presente, foi a forma que encontrei para protestar contra
o voto do deputado Zé Franco, que votou contra o Proinveste, tirando recursos
do nosso estado, que poderia ajudar com muitas obras o município de N. Sra. do
Socorro.
Zé Franco, quando você votou contra o Proinveste, você votou contra a
construção de escolas, creches, você votou contra a construção de galpões para
a instalação de novas indústrias, que vão gerar emprego para o povo do seu
município. A juventude que está precisando trabalhar não perdoa aquele que se
coloca contra os interesses do povo.
Você precisa refletir Zé Franco, afinal de contas, Marcelo Déda perdeu a
eleição em Socorro, mas veja o que é um homem público republicano e democrata,
e tome como um exemplo para você.
O governo Déda recuperou 42 km da malha viária do complexo Taiçoca (que
engloba o João Alves, Marcos Freire I, II e III, Fernando Color, Albano Franco)
que estava todo esburacado, desde a sua gestão como prefeito. O governo Déda
construiu duas clínicas de saúde em Nossa Senhora do Socorro. O governo Déda
está reconstruindo o hospital de Socorro, e no Proinveste estavam os recursos
para equipar os hospitais de Socorro, Itabaiana e Nossa Sra. da Glória. E você
votou contra Zé Franco...
O governo Déda investiu R$ 10 milhões na reforma e ampliação e
construção de quadras de esporte das escolas do estado em N. Sra. do Socorro. E
você Zé Franco, votou contra o Proinveste, que prevê construção de escolas,
inclusive no conjunto Jardins, do antigo Caique, que desabou.
O governo Déda fez a iluminação pública do Distrito Industrial de
Socorro até a sede do município, para trazer segurança às pessoas da Taiçoca e
da sede que trafegam por ali. O governo Déda, Zé Franco, asfaltou o parque dos
faróis, toda a entrada da DR até embaixo, próximo ao Rio Poxim, e pavimentou o
parque dos faróis praticamente todo.
Inclusive, reformando a escola estadual José Sampaio, naquela área.
Para refrescar sua memória, Zé Franco, foi no Parque dos Faróis que
Fábio Henrique teve a sua maior vitória, ganhou com mais de cinco mil votos de
diferença. Sabe porque Zé? Não foi pelo seu prestígio, foi pelas obras que o
governador Déda fez no Parque dos Faróis, e que Fábio Henrique reconhece.
No Guajará e na Palestina também tem obras de pavimentação do governo
Déda. A nova entrada de Aracaju, pela 235, encontrando a BR 101, corta os
povoados Santa Cecília, Sobrado e São José. Todos em N. Sra. do Socorro. Uma
obra grandiosa, que vai dar novo acesso a Aracaju e que vai se chamar rodovia
Dr. Lauro Porto. E você, Zé Franco, votou contra esse governo que está ajudando
Nossa Sra. do Socorro.
Zé Franco, você já visitou as famílias que moram debaixo da ponte do
João Alves, na beira do Rio do Sal? Eu acho que não... São 600 famílias que o
governo Déda está construindo aí em Socorro 600 casas para tirar o povo da
maré. E você votou contra o Proinveste, para trazer recursos para Sergipe, para
ajudar a pobreza. E você se diz representante de Nossa Senhora do Socorro? Dói,
Zé Franco, na alma de quem tem compromisso com a pobreza.
As praças da juventude que estão sendo construídas em Nossa Senhora do
Socorro tem a nossa participação. As avenidas, com ciclovia, tem nossa
participação. Eu fiquei muito decepcionado com o seu voto. Evidente que você
não vai gostar do meu comentário. A mim não me preocupa nem um pouquinho. Mas
você ainda tem tempo de se recuperar. Nós vamos dar a você e a N. Sra. do
Socorro mais uma oportunidade de você mostrar que realmente gosta de Nossa
Senhora do Socorro, porque o Proinveste vai voltar. Você sabia Zé Franco, que
essa BR 101 duplicada, com entrada para Socorro, com viaduto na entrada da sede
do município, é obra do governo federal, iniciada por Dilma e por Lula, e sendo
concluída agora por Dilma Roussef?
Meu amigo, não tenha raiva nem ressentimento das pessoas que trabalham
pelo povo.
Déda perdeu a eleição em Nossa Senhora do Socorro, mas mesmo assim
provou na prática que ama mais Socorro do que você Zé. Fábio Henrique, seja
feliz, estou às suas ordens... E aconselhe mais Zé Franco a ajudar Nossa
Senhora do Socorro. Zé Franco, eu não lhe desejo nenhum mal. Quero que você
seja feliz. Mas deixe o povo de Socorro também ser feliz.
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