segunda-feira, 18 de março de 2013

MISSA EM AÇÃO DE GRAÇAS PELOS 158 ANOS DE ARACAJU


MISSA EM AÇÃO DE GRAÇAS PELOS 158 ANOS DE ARACAJU

O vice-governador Jackson Barreto participou da tradicional celebração que inicia as comemorações do dia 17 de março, aniversário da capital. A missa em Ação de Graças pelos 158 anos de Aracaju, realizada na colina do Santo Antônio, contou com a presença do prefeito João Alves Filho e foi celebrada pelo arcebispo Metropolitano de Aracaju, Dom José Palmeira Lessa, auxiliado pelo Frei Jonaldo Adelino de Souza.

“Uma cidade que a gente observa o progresso, acentuada e moderna. Há muito trabalho, muitas obras e uma preocupação em torná-la mais moderna. Eu digo que é um privilégio morar em Aracaju. Considero esta cidade ainda uma moça bonita, tão bonita que é fácil se apaixonar. Digo com toda sinceridade que não moraria em outro local”, contextualizou o vice-governador.


O prefeito de Aracaju, João Alves Filho, disse que hoje é um dia de orgulho para todos que vivem em Aracaju. Esta cidade, segundo o mandatário municipal, em relação a outras capitais do Nordeste, é bem cuidada, bonita, bem traçada, e tem um povo que sabe receber quem aqui chega. “Temos todas as razões para nos orgulhar da nossa querida Aracaju”, declarou.


Leia mais em: http://www.agencia.se.gov.br/noticias/leitura/materia:32467/jackson_participa_de_missa_em_acao_de_gracas_pelos_158_anos_de_aracaju.html

FESTA DE EMANCIPAÇÃO POLÍTICA DE MOITA BONITA


FESTA DE EMANCIPAÇÃO POLÍTICA DE MOITA BONITA

Foi-se o tempo em que o município de Moita Bonita era habitado por apenas quatro famílias. Passados 50 anos de sua emancipação política de Itabaiana, a cidade situada no Agreste sergipano comemora a data com uma economia crescente, bons índices de desenvolvimento e uma população superior a 11 mil habitantes. Na noite deste sábado, 16, o vice-governador Jackson Barreto acompanhou a festa de emancipação ao lado do prefeito Marcos Costa e destacou os investimentos municipais na qualidade de vida da população.

“Estamos representando o governador Marcelo Déda na festa de emancipação política de Moita Bonita, que completa 50 anos com um crescimento político, social e econômico que é um exemplo para toda a região. Aqui, quem trabalha na agricultura faz o município crescer, faz o dinheiro circular junto com o comércio e os caminhoneiros. Esse crescimento de Moita Bonita tem a participação da população e de suas lideranças políticas. Há aqui uma preocupação com a melhoria da qualidade de vida de seu povo, encontramos quase todos os serviços públicos, com ginásios de esportes, praças, serviço de saúde. A cidade está de parabéns”, declarou o vice-governador.

“Hoje é uma data importante porque reafirmamos nossa emancipação política e nosso crescimento social e econômico. Preparamos essa festa para nossa cidade e a expectativa é sempre a melhor, é trazer alegria para nossa gente”, afirmou o prefeito do município, Marcos Costa.


Leia mais em: http://www.agencia.se.gov.br/noticias/leitura/materia:32466/jackson_participa_da_festa_de_emancipacao_politica_de_moita_bonita.html

Coluna do Jornalista Eugênio Nascimento, no Jornal da Cidade deste domingo, dia 17 de março de 2013


Jackson diz que governo Déda está investindo
mais de R$ 730 milhões em 154 obras na capital

Parabenizando Aracaju pelos seus 158 anos, que serão completados no próximo domingo, o vice-governador Jackson Barreto (PMDB) disse que tem um carinho especial pela cidade e que está muito feliz com os investimentos que o governo de Marcelo Déda (PT) vem realizando na capital. De acordo com ele, um levantamento feito pelo governo apontou que de 2007 a 2013 foram investidos R$ 733 milhões em 154 obras na capital Sergipana.

“O governador Marcelo Déda mostra que tem um carinho especial pela capital dos sergipanos e vem realizando uma série de investimentos em infraestrutura, para melhorar a qualidade de vida dos cidadãos. Algumas destas obras ainda estão sendo concluídas, mas todas são muito importantes: foram aplicados quase R$ 30 milhões na reforma de 27 escolas estaduais, quase R$ 300 milhões em abastecimento de água e esgotamento sanitário na capital, R$ 105 milhões em habitação e diversos outros setores, o que mostra o compromisso deste governo com Aracaju”, disse Jackson.

Investimentos
Só em abastecimento de água, lembra Jackson, o governo está investindo mais de R$ 220 milhões, além de outros R$ 75 milhões em esgotamento sanitário. Esses valores estão sendo aplicados na Adutora do São Francisco, na construção da Barragem do Rio Poxim e suas novas adutoras. Ele também destaca a construção da Ponte Joel Silveira, que liga o Mosqueiro a Caueira, um investimento de R$ 70 milhões, e o viaduto do Detran, uma obra orçada em R$ 21 milhões, que está em andamento e deverá melhorar o trânsito em duas importantes avenidas.

O vice-governador destacou ainda os investimentos que beneficiam o povo de forma mais direta, como a reforma do HUSE e sue pronto-socorro, orçada em R$ 35 milhões e a construção de quase mil unidades habitacionais pelo Governo do Estado e Prefeitura, no Bairro Novo e Santa Maria. “A Saúde ainda tem problemas, mas é bom frisar que o HUSE praticamente dobrou de tamanho. E as casas, construídas em conjunto com a Prefeitura na gestão passada no Santa Maria e Bairro Novo já estão com cerca de 70% das obras concluídas. Outras 580 casas serão construídas na antiga invasão da avenida Euclides Figueiredo, que será toda reformada, uma obra que vai custar mais de R$ 2 milhões”, explicou o vice-governador.

Recorde
Jackson falou também das obras de esgotamento sanitário, drenagem e urbanização no bairro Coqueiral, obras já concluídas e feitas em parceria com a Prefeitura. “É o tipo de obra que está debaixo do chão e as pessos não vem. Nenhum governo fez nessa área o que Déda fez,é um valor extraordinário. Essa foi uma ação muito importante por conta do seu alcance social”, falou JB. Ele frisou também a reforma de praças, como a Olímpio Campos, obra que custou R$ 5 milhões, e a entrega do Parque dos Cajueiros, onde foram aplicados mais de R$ 8 milhões, do Teatro Atheneu e do Atheneuzinho, onde está sediado hoje o museu de Sergipe, uma obra que custou R$ 22 milhões.

“Na área da Segurança Pública, foi construído o Ciosp, um investimento de R$ 7 milhões, além da compra de armamentos e equipamentos para a polícia. O Ceac foi instalado na rodoviária nova; o governo contribuiu com o processo de recuperação e reforma da nossa Catedral, com a colaboração do Banese; a duplicação da avenida Santa Gleide, orçada em R$ 3 milhões, e toda obra em R$ 13 milhões. Com obras já iniciadas, que criará uma nova entrada para Aracaju, pela BR 235, enfim, são muitas obras que não é possível citar de uma vez. Mas quem olha para a cidade vê isso tudo e percebe o estado atuando na nossa capital”, falou Jackson.

PAC 2
Além de todos os investimentos que o Governo do Estado e a Prefeitura vem realizando na capital, muitos em parceria com o Governo Federal, Jackson destacou que na semana passada a presidenta Dilma Roussef (PT) anunciou investimentos de R$ 215 milhões para serem aplicados em mobilidade urbana e saneamento básico – sendo que outros R$ 135 milhões também já tinham sido anunciados por Dilma.

“Serão construídos corredores de transporte para melhorar nosso trânsito, e os bairros Bugio, Santos Dumont e Santa Lúcia receberão esgotos. Esse foi um grande presente, antecipado, que a presidente Dilma Roussef deu à Aracaju, em seu aniversário. A parceria dela com o governo do Estado tem mostrados resultados muito bons para Sergipe e em especial para Aracaju”, falou Jackson.

sexta-feira, 8 de março de 2013

HUGO CHAVEZ


 A América Latina perdeu um grande líder. Morreu Hugo Chavez, este grade líder do povo venezuelano, que mudou a história do seu país. Digam o que quiser de Hugo Chavez, tenho visão suficiente para compreender seu papel na defesa da independência econômica do nosso continente e no seu compromisso de usar o poder para diminuir as desigualdades sociais na Venezuela.

Naquele país o petróleo era usado para alimentar uma burguesia corrupta de liberais e conservadores, durante mais de um século. Esse bem do povo passou a ser usado para diminuir as desigualdades sociais. Foram mais de 20 milhões de venezuelanos que saíram da extrema pobreza.

Bendito seja o governo que usa as riquezas do seu país para melhorar a vida dos mais pobres. Vá em paz Hugo Chavez, os pobres do nosso continente compreendem o seu papel na história da América Latina. 

Homenagem às mulheres

Hoje é um dia especial para o mundo, o dia internacional da mulher. Quero aqui prestar a minha homenagem às mulheres sergipanas, às trabalhadoras, às lutadoras, às mulheres do povo, aquelas que ocupam cargos na área privada e na área pública, ma magistratura, na medicina, na Educação e em todos os setores.

Tenho certeza de que as mulheres conquistaram seus direitos pelas lutas que travaram pelo reconhecimento dos seus direitos.  Hoje elas chegaram a cargos de importância na sociedade pela história e pela competência de cada uma.

As mulheres transformaram o mundo, transformaram o Brasil. Nada mais emblemático para nós do que o papel da virgem Maria, que trouxe ao mundo o nosso salvador.

Nas pessoas de Fernanda Montenegro, Núbia Marques, de Olga Benário, de Dilma Roussef, de Joana d’Arc , de Mara Quitéria, de Cora Coralina, de Evita Perón, de Leila Diniz, Idira Ghandi, Anita Leocádia, de Rosa de Luxemburgo, Maria da Penha, Christina Crishner e de minha saudosa mãe Neuzice Barreto, homenageio às mulheres sergipanas, neste dia que tem um simbolismo forte, lembrando a morte de 130 tecelãs que faleceram carbonizadas numa fábrica lutando pelos seus direitos.

Parabéns a todas as mulheres !

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

A ditadura militar e as tentativas de afastar Jackson Barreto da vida pública

Jorge Carvalho [*]

Na década de 70 do século XX, por mais de uma vez, a ditadura militar, através dos seus operadores civis e uniformizados em Sergipe, e dos seus dirigentes nacionais, buscou mecanismos que possibilitassem o afastamento do então jovem líder Jackson Barreto do exercício do mandato parlamentar. Certamente, um dos momentos de maior tensão resultou das consequências da Operação Cajueiro, desencadeada em fevereiro de 1976, indiciando Jackson como incurso no Artigo 43 da temida Lei de Segurança Nacional.

É importante que se registre não ter sido aquela a primeira forte ameaça feita à carreira política de Jackson Barreto. Sob o Governo Médici, durante a campanha eleitoral de 1970, a repressão policial levou à prisão alguns militantes do Partido Comunista na clandestinidade, filiados ao MDB, como Jackson, João Teles de Menezes e Artemísio Cardoso Rezende. 

A perseguição teve início depois que - numa reunião na residência do advogado Wellington Paixão, com algumas lideranças ligadas ao Governo - os comunistas informaram que não votariam no empresário Augusto Franco para o Senado. Eram duas as cadeiras em disputa e alguns setores defendiam que os militantes da oposição deveriam votar não apenas em Oviêdo Teixeira, candidato do MDB, mas também em Augusto Franco, candidato da Arena, para derrotar o ex-governador Lourival Baptista. 

As prisões ocorreram quando faltavam apenas duas semanas para o pleito. Eles ficaram no prédio da Polícia Federal, na Rua Capela e, posteriormente, foram transferidos para o Quartel da Polícia Militar, na Itabaiana. José Carlos Teixeira, líder do partido da oposição e candidato a deputado federal, foi então ao 28° BC e protestou diante do comandante, coronel João Neiva de Melo Távora. Ameaçou retirar o partido da competição eleitoral e cerca de três dias depois os presos foram liberados.

No exercício do seu mandato de vereador, entre 1972 e 1974, Jackson Barreto enfrentou perseguições políticas e respondeu inquérito no Exército, sob a acusação de práticas subversivas, sentindo necessidade de enfrentar os porta-vozes da ditadura. O clima ficou muito tenso na Câmara de Aracaju a partir de 1973, pela atuação de Jackson e do seu companheiro emedebista Jonas Amaral, ambos ligados ao PCB e eleitos no final do ano de 1972. 

A atuação parlamentar deles incomodava não apenas a elite política local ligada à Arena, mas, principalmente, os comandantes militares que atuavam em Sergipe. Jonas era já conhecido pela sua ação como vereador, desde 1971. Jackson, um quadro novo, que chamava a atenção de todos os grupos da política de Sergipe, mas atraía principalmente os olhares dos comandantes militares da ditadura.

Assim, não havia qualquer estranhamento no fato de os líderes da ditadura, em Sergipe, tentarem impedir, em 1978, o deputado estadual Jackson Barreto de disputar a cadeira de deputado federal, uma vez que estava submetido a processo na Auditoria da Sexta Região Militar, como consequência da Operação Cajueiro, que ocorrera em Aracaju, em fevereiro de 1976. O julgamento aconteceu no dia 16 de agosto de 1978, no Forte São Joaquim, em Salvador. No dia 15, o MDB divulgou a nota oficial "Contra as torturas e em solidariedade aos que vão a julgamento amanhã". A nota pedia liberdade para os 19 sergipanos acusados em tal processo. Outra vez, a repressão e o terrorismo de Estado ameaçavam uma candidatura de Jackson. 

A acusação estava sob a responsabilidade do procurador militar Kleber Coelho, enquanto os advogados Jaime Guimarães, Luiz Humberto Agle, Ronilda Noblat e Laete Fraga eram responsáveis pela defesa. O procurador militar pedia o enquadramento em penas que variavam entre dois e cinco anos de prisão, como inclusos no Artigo 43 da Lei de Segurança Nacional. Além de Jackson Barreto, figuravam no processo os nomes de Clarivaldo Lima, João Francisco Ocea, Edson Sales, Edgar Odilon Francisco dos Santos, Antonio Bitencourt, Virgílio de Oliveira, Asclepíades José dos Santos, José Soares dos Santos, Luiz Mário dos Santos, Pedro Hilário dos Santos, Marcélio Bonfim, Jackson Sá Figueiredo, Milton Coelho Carvalho, Delmo Naziazeno, Faustino Alves de Menezes, Antonio José Góes, Rosalvo Alexandre Lima e Francisco José dos Santos. 

Os 19 acusados divulgaram também um comunicado oficial: "Nós, os denunciados no processo a ser julgado no dia 16 de agosto na 6ª Circunscrição da Justiça Militar de Salvador, Bahia, vimos a público comunicar os fatos relacionados com esta ocorrência, para não deixar dúvida a respeito do nosso comportamento: 1) - Em fins de fevereiro de 1976, fomos sequestrados e mantidos em cárcere clandestino durante vários dias encapuzados, com cintas nos olhos, algemados, não tendo o comandante da unidade militar para onde fomos transferidos se responsabilizado por nossa prisão naqueles dias. 2) - Durante este mesmo período, fomos torturados exaustivamente, resultando na perda da visão de um dos detidos (Milton Coelho Carvalho) e deformações nos demais, a fim de declararmos e assinarmos depoimentos que não condiziam com a realidade dos fatos. 3) - Até o momento, nosso comportamento tem sido de expectativa, sem, no entanto, termos nos furtado a cumprir com nossas responsabilidades no trabalho e para com nossas famílias. 4) - Concluindo, reafirmamos nossa confiança na Justiça Militar, uma vez que a mesma negou o pedido de prisão preventiva por unanimidade, contra denunciados deste processo, numa demonstração de coerência e de respeito à Justiça e aos Direitos Humanos".

Todos foram absolvidos e Jackson Barreto conquistou o mandato de deputado federal, obtendo uma consagradora votação nas urnas.


[*] É doutor em Educação, professor da Universidade Federal de Sergipe e jornalista. 

Jackson Barreto e a Operação Cajueiro


Carlos Cauê


Hoje a Operação Cajueiro completa 37 anos. Não é motivo de celebração. É motivo, em vez disso, da mais completa execração possível. A última grande investida da ditadura militar instaurada em 1964 prendeu, torturou e processou algumas das mais importantes lideranças de esquerda sergipana, manchando para sempre a política e se tornando uma página obscura na nossa história.
A Operação Cajueiro entrou com destaque para a história por três grandes razões. A primeira foi a violência com que foi conduzida, impressionante até mesmo para os padrões já altos da ditadura. Lideranças importantes como Jackson de Sá Figueiredo, Marcélio Bonfim, Rosalvo Alexandre, Milton Coelho e Wellington Mangueira foram presas e torturadas. Milton Coelho, por exemplo, ficaria cego em decorrência das agressões.
A segunda é a sua extemporaneidade. Àquela altura, início de 1976, a maior parte dos movimentos de resistência tinha sido aniquilada pela ditadura militar. A abertura anunciada por Ernesto Geisel já começava a se mostrar, timidamente. O milagre brasileiro chegava ao fim, vitimado pela crise do petróleo, e a ditadura se via prestes a entrar em uma luta interna ferrenha pela sucessão de Geisel, que culminaria na demissão de Sylvio Frota e na indicação de João Figueiredo para presidente.
A última questão é simples: por que Sergipe? Justamente o menor Estado do país como palco de um dos mais violentos episódios da ditadura? Uma operação desse tipo faria mais sentido, pela lógica sórdida de um estado de exceção, em metrópoles como São Paulo ou Rio de Janeiro; a razão pela qual escolheram Sergipe, na época, era aparentemente inusitada.
Há reflexões que podem ser apontadas. Em grande parte do país, o crescimento da oposição, representada pelo brilhante desempenho eleitoral do MDB, em 1974, deixou os militares em polvorosa. Aqui, além de o fenômeno ter se repetido com notoriedade o MDB elegeu vários deputados e até mesmo um senador, Gilvan Rocha   a esquerda e o antigo PCB sempre foram muito bem organizados. Isso preocupava cada vez mais os militares, mas especialmente os donos dos poder local, que assistiam ao avanço de um movimento de renovação que eles pensavam haver extinguido em 64, com o golpe.
Não foi à toa que a malfadada Operação, que a tantos vitimou, parecia a todo o momento ter um alvo dileto: a liderança nascente de um jovem deputado estadual, Jackson Barreto, que da tribuna da Assembleia Legislativa fortalecia-se como uma das principais e mais ativas vozes na resistência à ditadura e na luta pela redemocratização do Brasil.
Por ser deputado e ter grande visibilidade, Jackson não chegou a ser preso na Operação Cajueiro. Mas o nível de perseguição que se seguiu foi significativo. Os militares sabiam que Jackson era um político bem relacionado com toda a esquerda e o movimento popular nacional. Arrancado da Assembleia, processado pela ditadura, Jackson foi acusado de, com seu salário de deputado, sustentar financeiramente o movimento de esquerda em Aracaju. O que se seguiu foram inúmeras sessões de interrogatórios e acareações.
Essa perseguição tinha um objetivo óbvio: tirá-lo da vida pública e impedi-lo de se candidatar a deputado federal em 1978. Defendido por Josaphat Marinho, advogado e senador baiano que se notabilizou na defesa de vítimas da ditadura, Jackson foi absolvido no processo que o regime militar moveu contra ele. Mesmo assim, o procurador militar recorreu: decididamente, não interessava à ditadura e às forças conservadoras locais ver Jackson Barreto livre.
Esse medo não era infundado: Jackson foi eleito deputado federal em 1978 como o mais votado em Aracaju e despontou a partir dali como a maior liderança popular da época.
Talvez seja por isso que recentemente, em visita a Sergipe, a presidenta Dilma Rousseff, ela também perseguida pelo regime militar, não tenha poupado menções e elogios a ele.
Dilma se referia ao Jackson Barreto de hoje, mas, sobretudo, àquele companheiro que, como ela, entrou na mira de uma das mais violentas ditaduras que o Brasil já conheceu ao lutar pela liberdade e pela democracia; ao companheiro que, como ela, teve a coragem e a garra necessárias para combater a injustiça e a ilegalidade.
Dilma Rousseff falava do político destemido, que não teve medo de enfrentar uma ditadura criminosa e violenta. Em Jackson, Dilma viu a sua imagem refletida no espelho; lembranças de um tempo em que as pessoas precisavam ter a ousadia de se levantar contra a opressão. Jackson Barreto, assim como Dilma Rousseff, foi uma delas.
Por isso mesmo, é difícil, hoje, pensar na democracia em Sergipe e no Brasil sem levar em consideração a figura deste homem, cuja combatividade deu uma significativa contribuição para a sua construção. Não apenas como parlamentar, ou no combate à ditadura. Mas, principalmente, na concretização dos ideais de justiça e igualdade de toda uma geração.